Peter Andrew Jones Biography
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Maio

Damon Knight nasceu em Baker, Oregon, em 1922, e cresceu em Hood River, no mesmo Estado. Foi autor e editor dos Estados Unidos. Como muitos escritores de ficção Científica, Knight se envolveu no Fandom SF. Em 1941 foi membro dos Futurians (grupo de fãs de ficção científica muitos dos quais se tornaram editores e escritores também, que durou de 1937 a 1945) em Nova York, onde dividiu um apartamento com Robert A.W. Lowndes e conheceu James Blish, C.M. Kornbluth, Frederik Pohl, entre outros.
Sua primeira venda profissional foi uma caricatura para a revista Amazing Stories. Sua primeira reportagem publicada (pela qual ele não recebeu pagamento) foi Resilience para a Stirring Science Stories em fevereiro de 1941. Sua primeira história, The Itching Hour, apareceu no número de Futuria Fantasia em 1940.


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Em 1943 tornou-se editor assistente da Popular Publications, uma série de revistas Pulp. Mais tarde, ele trabalhou para uma agência literária, retornando depois à Popular Publications como editor assistente da Super Science Stories. Em 1950 e 1951 foi editor do Worlds Beyond, mas a revista publicou apenas três edições; mais tarde editou IF para três edições em 1958 e 1959.
Knight foi por muito tempo conhecido por ser revisor de livros, e um de seus grandes feitos foi ter sido o primeiro grande crítico de ficção científica. Sua resenha mais famosa foi uma revisão feita ao fanzine Destiny's Child de Larry Shaw em 1945, sobre The World of A, de A E van Vogt. A partir daí revisou e resenhou para revistas amadoras e profissionais como Infinity e The Magazine of Fantasy and Science Fiction, sempre insistindo na relevância dos padrões literários para a ficção científica. Suas primeiras revisões foram compiladas em In Search of Wonder: Essays on Modern Science Fiction, de  1956, expandida e revisada no ano seguinte e, novamente, em 1996. Ainda em 1956 conquistou um Hugo Award além de “melhor revisor” no mesmo ano e, em 1975, a Pilgrim Award da Science Fiction Research Association e um Retro-Hugo de 50 anos em 2001 com o melhor conto de 1950.


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As histórias que Knight publicou nos anos 1940 não surtiram muito interesse dos leitores. Já na década seguinte, Knight obtém sucesso com seus contos urbanos e sombriamente humorísticos como o famoso To Serve Man (1950), Four in One (1953), Babel II (1953), The Country of the Kind (1956) e Stranger Station (1956). No final da década de 50, optou por publicar alguns de seus melhores trabalhos em periódicos menores. Nos anos 60, sua produção volta a não ter tanto destaque.
Knight foi o fundador do Science Fiction e Fantasy Writers of America (SFWA), co-fundador da National Fantasy Fan Federation, co-fundador do Workshop Writer’s Milford, e co-fundador do Clarion Writers Workshop. Os oficiais da SFWA e ex-presidentes nomearam Knight seu 13 ° Grão-Mestre em 1994. Após sua morte, em 2002, o prêmio associado foi renomeado para o Damon Knight Memorial Grand Master Award em sua homenagem. O Hall da Fama de Ficção Científica o introduziu em 2003.
Seus trabalhos são mantidos nas Coleções Especiais da Universidade do Oregon e no Arquivo Universitário.


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Em um de seus livro, Beyond the Barrier, originalmente conhecido como “The Tree of Time”, texto publicado na revista The Magazine of Fantasy and Sience Fiction em duas partes (dezembro de 1963 e janeiro de 1964), Gordon Naismith é um professor universitário em Los Angeles do futuro (1980), um futuro de viagens espaciais, “visiphones” e uma máquina que pode duplicar pessoas para que possam frequentar vários lugares ao mesmo tempo (o professor, por exemplo, a utiliza para ministrar a mesma aula para várias salas ao mesmo tempo). Naismith é vítima de amnésia e só tem lembranças dos últimos quatro anos, e mesmo assim não são memórias muito confiáveis.
Graças a interações estranhas personagens misteriosos (como os Uglies – híbridos de sapos verdes e humanos) e sonhos, Naismith percebe que ele não é nativo do tempo e lugar em que vive, especialmente quando uma aluna lhe “o que é um zug?”. Ele pertence a um ambiente de gravidade zero 20.000 anos no futuro, onde ele era ao mesmo tempo um dançarino e um soldado em uma guerra contra alienígenas, que foi enviado a Los Angeles no século 20 em algum tipo de missão que ele não lembra, e outros viajantes do tempo de seu ambiente querem manipulá-lo e chantageá-lo, a ponto de lhe dizerem que cometeu um assassinato, o qual ele, claro, não se recorda. Naismith, com o tempo, descobre que não é um humano, e sim um Shefth - uma classe de guerreiros imunes a veneno – e que precisa impedir que um zug, uma raça alienígena violenta, volte para o futuro, de onde veio.


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Num enredo distorcido e complicado, o leitor nunca sabe ao certo da veracidade das ideias de Naismith. O estilo de Knight é fraco e há pouca caracterização, mas existem divertidos gadgets de ficção científica, como robôs, armas e veículos e assim por diante. Esse romance mais parece um passeio selvagem e louco, com vários momentos totalmente inesperados.
Peter Andrew Jones criou a arte de capa para a obra de Damon Knight. As esferas do campo e do céu parecem ser as barreiras do enredo, uma ligada à Terra (1980) e uma ao universo (o futuro distante a 20.000 anos), embora o cenário não pareça em nada com L.A. Os cogumelos em primeiro plano representam a forte presença do elemento alucinógeno e bem-humorado do enredo, enquanto a nave espacial em segundo plano representaria o outro lado da narrativa: o tom sóbrio da guerra. Os humanos em terceiro plano são a alegoria do suspense, ao correrem não se sabe para onde (situação idêntica à do perdido Naismith) e, em última, a enigmática barreira do espaço-tempo. As mãos dos personagens humanos quase se tocam, o que sugere a ideia da dificuldade em se estabelecer a coerência ao longo da busca pela “verdade” no livro. Assim como o livro, é difícil saber qual elemento possui uma relevância maior, e tal confusão ilustra bem o desafio que é ler um escritor como Knight, por vezes injustamente rebaixado pela crítica. Seria PAJ o próprio “zug” em nosso próprio tempo, um enviado de outro plano cósmico para (supostamente) nos fornecer obras de arte contemporâneas? Só sei que ele foi o único a captar a essência desse romance nas cores e formas. Ou será que não? Desculpem, agora fiquei confuso, igual Naismith...





Abril

Federation of Free Traders, mais conhecido pela sua sigla (F.O.R.T.) é um jogo de computador para lançado em 1987 desenvolvido e publicado pela Gremlin Interactive para os formatos de computador Amiga e Atari ST.


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Seu objetivo é semelhante ao famoso jogo Elite, envolvendo simulação espacial e exploração de negócios. O jogador tem como tarefa explorar e descobrir os bilhões de galáxias e planetas gerados processualmente.


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Após a queda da Polícia Espacial, o espaço tornou-se o lar de bandos itinerantes de piratas. Sobreviver nesse caos dependia de uma nave rápida e armas poderosas. Os pilotos policiais que sobreviveram tornaram-se conhecidos como “free traders”. Logo, os melhores pilotos começaram a se alistar como batedores de navios de propriedade de comerciantes ricos que pretendiam lucrar com essa anarquia. Para combater essa ameaça, os piratas se agruparam e os atacaram com violência. Muitos pilotos morreram tentando lutar contra grandes forças piratas, então eles se agruparam e em uma grande batalha mataram a maioria dos piratas, de modo que hoje a pirataria é apenas um pequeno problema. Esse grupo de pilotos ficou conhecido como Federation of Free Traders.


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O jogo recebeu resenhas variadas nas revistas ACE: Advanced Computer Entertainment, Antic’s, Amiga Format, Amiga Magazine, Amiga Plus, Amiga Computing, AUI, CU-Amiga 64, Computer + Video Games, Datormagazin, The Games Machine, The One for 16-bit Games, ST Amiga Format, Zzap.


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Peter Andrew Jones foi o responsável pela arte de capa e outras variantes da mesma, sendo divulgadas também no manual de regras do jogo. A nave espacial “encara” o jogador de frente, simbolizando a investida que está para acontecer. Diferente das demais naves mais realistas, aqui o artista prezou pelas formas geométricas básicas como círculos (tanto da nave principal como a que está dentro da letra “O” da sigla), triângulos (formados pelos projéteis lançados de forma simétrica), estrelas (formadas em vermelho pelas explosões dos projéteis) e linhas retas (ao olhar de frente para a nave, suas asas formam duas linhas paralelas entre si, muito semelhante às dos caças Tie de Star Wars). Mesmo assim, a arte está longe de ser simplória e destaca a cor de ouro com sua “auréola”, que tanto representa a “santidade” dos free traders quanto a busca por ouro (lucro) da cor do precioso metal. A nave se mostra a própria rosa-dos-ventos com seus círculos pretos em cada uma de suas extremidades, e o preto da ausência de luz do espaço sideral dá todo o merecido destaque para a embarcação espacial.


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Tamanha imponência só nos acelera que decisão tomar: ir contra ou a favor dessa impactante obra de arte? O capitão PAJ já mostrou que não veio para brincar...


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Março

Derek Ivor Colin Kapp, mais conhecido apenas como Colin Kapp, nasceu em 1928. Nasceu em Southwark, no sul de Londres, filho de John L. F. Kapp e Annie M.A. Foi um escritor britânico de ficção científica, cuja obra engloba dezenas de contos publicados e uma dúzia de romances, falecendo em 2007. É mais conhecido por suas histórias sobre os engenheiros nada ortodoxos.
Autor e engenheiro eletrônico, começou sua carreira na Mullard Radio Valve Company, e mais tarde se tornou consultor freelancer de galvanoplastia, especialização profissional que lhe foi fundamental para a história “Hunger Over Sweet Waters” (New Writings, 1965). Ele estreou na Ficção Científica com “Life Plan” para a revista “New Worlds” em novembro de 1958, e muito de seus melhores trabalhos logo nela apareceram, incluindo “Lambda I” (dezembro de 1962) e “Transfinite Man” (novembro 1963 a janeiro 1964, como “The Dark Mind”).



O terceiro romance de Kapp foi The Wizard of Anharitte (1973), que é ficção científica apesar do título lembrar fantasia. A estória se passa em Roget, um planeta feudal, mas também um importante ponto de transferência para o comércio interestelar. Quando um dos nobres locais – o “mago” - começa a educar seus escravos e tomar medidas para reformar a sociedade local, a organização de livre comércio do mundo exterior descobre que ele é um terráqueo e decidem se opor a ele, tanto por meios políticos e econômicos, quanto por assassinato, se necessário. A partir daí o restante do livro é basicamente um duelo entre as duas forças em confronto, com destaque para algumas partes bastante inteligentes.



Esse livro foi uma melhoria no estilo bastante “mecânico” usado por Kapp em seus dois primeiros romances, muito semelhante aos livros de A.E. van Vogt sem sua inventividade ocasional. O mago é perfeito demais para ser confiável; ele antecipa cada movimento de seus oponentes e tem sempre uma carta na manga. O aspecto mais interessante é que Kapp conta toda a história do ponto de vista de um dos "vilões", embora ele mude de lado no final.

Peter Andrew Jones preferiu manter a coerência da narrativa feita pelo antagonista e retrata-o na arte de capa: Dois seres humanoides numa curiosa mini-nave parecem encarar o leitor de forma desafiadora. Em seus olhos há o misterioso negro, cor da escuridão, juntamente de inesperados músculos que brotam do meio do antebraço do ser masculino, que parece ser o líder da dupla. O casal rogetiano não parece se intimidar com o leitor – mesmo sentimento que demonstrariam ao “mago” – e nem mesmo a claridade da cena nesse lugar inóspito tira o suspense desse encontro prestes a virar um conflito. E somente o astro (no fundo do céu) e a leitura é que resolverão esse mistério criado por nosso mestre das artes.





Fevereiro

Lobo Solitário é uma série de livros-jogos de autoria de Joe Dever (1956 – 2016) que pretende ser concluída no seu 32° título com a parceria entre seu filho Ben e Vincent Lazzari, um fã de longa data da série. De acordo com o livro Heroic Worlds: A History and Guide to Role-Playing Game, de Lawrence Schick, essa é a segunda melhor série de livros-jogos de todos os tempos, superando até mesmo a Fighting Fantasy, criadora do gênero.



Toda a história se passa em Magnamund, um planeta no universo de Aon, mundo fictício que é disputado entre forças do bem, representados por Kai (Deus do Sol) e Ishir (Deusa da Lua), e do mal, Naar (Deus das Trevas). O protagonista é Lobo Silencioso, um iniciado no mosteiro Kai e habitante do reino de Sommerlund. Seu povo, o Sommlending, são dedicados seguidores de Kai, dentre eles estão presentes os Lordes Kai ou simplesmente "o Kai", monges-guerreiros detentores de habilidades extraordinárias as quais são aprimoradas e treinadas desde a infância no Mosteiro de Kai, sendo eles a maior defesa de seu reino contra os seguidores de Naar. O leitor-jogador representa o protagonista, o último Lorde Kai de sua casta. Do outro lado estão os Darklords, habitantes das Darklands, a oeste de Sommerlund, poderosos guerreiros (mesmo enfraquecidos) na atmosfera natural de seu mundo, os quais subornaram exércitos como Drakkarim (seres humanos adoradores de Naar), Giaks (criaturas parecidas com goblins), Vordaks (mortos-vivos com poderes psíquicos) e Helghasts (mortos-vivos metamorfos) para lutarem a seu favor.




Durante uma festa de Fehmarn, celebrada pelos Sommlending no primeiro dia de sua primavera, quando todos os Senhores do Kai se reuniam no mosteiro, Lobo Silencioso é enviado para cortar madeira da floresta circundante como uma punição por sua falta de atenção durante uma aula. Quando parte, um ataque surpresa acontece proveniente das Darklands com destino a vários lugares em Sommerlund. O mosteiro é saqueado e os Lordes Kai, massacrados. Voltando da floresta, Lobo Silencioso tropeça num ramo baixo de árvore e cai violentamente, desmaiando. Quando acorda e retorna ao mosteiro, percebe que é o último dos Kai. Ele se renomeia Lobo Solitário e parte para a capital para informar o rei da perda do Kai.
Pode-se dividir essa “mega-campanha” em quatro minisséries: série Kai (livros-jogo de 1 a 5), série Magnakai (livros-jogo de 6 a 12), série Grandes Mestres (livros-jogo de 13 a 20) e série Nova Ordem (livros-jogo de 21 a 32).
Na série Kai, única traduzida para o português, o leitor-jogador busca reunir os exércitos de Sommerlund e seu aliado, Durenor, para uma investida contra a invasão a fim de repeli-la, além de perseguir e capturar o traidor que provocou a invasão.





Peter Andrew Jones ilustrou artes de capa para dezenas desses livros-jogos. Nelas, raramente o protagonista da série, com sua capa verde e sua espada, aparecem, transpondo o foco para os antagonistas da trama. Monstros tenebrosos, dragões fantásticos e guerreiros fortemente armados concedem um tom menos narcisista ao enredo. Com isso, o leitor-jogador pensa menos em si e foca-se mais em que perigos vai encontrar nessa trama. Por vezes o leitor-jogador se encontra distante do inimigo (como em Fuga da Escuridão), por vezes mais próximo (como em Mar em Chamas), em outras o perigo possui proporções colossais (como em As Cavernas de Kalte) ou se demonstra certo otimismo pelo triunfo (como em Abismo da Perdição). Tantas possibilidades, tantas leituras... as artes de capa, assim como o texto dos livros, oferecem visualmente inúmeras possibilidades ao herói.






Janeiro

Christopher Stasheff foi um autor de fantasia e ficção científica norte-americano – um dos dos pioneiros da "fantasia científica" que mistura de tecnologia e magia - nascido em 15 de janeiro de 1944 e falecido no dia 10 de junho de 2018, por complicações relacionadas com a doença de Parkinson. Obteve doutorado em Teatro e lecionou “rádio e televisão” na Eastern New Mexico University em Portales, Novo México. Depois de se aposentar em 2009, mudou-se para Champaign, Illinois. Era tão amado como professor que, décadas depois de se aposentar, seus ex-alunos levantaram dinheiro para nomear a nova sala de controle de vídeo com seu nome.
Sua escrita assemelha-se muito à de autores como Terry Goodkind, Terry Brooks ou J.R.R. Tolkien. Publicou 44 romances, 29 contos e editou 7 antologias.



omo dramaturgo, escreveu e dirigiu várias peças até obter seu PhD em teatro, embora fosse mais conhecido como ator em teatro comunitário e como diretor de dramas de rádio e peças escolares. Também continuou tentando pré-roteirizar sua vida. É comumente lembrado pelos mais próximos como um homem gentil, prestativo e de humor espirituoso, sempre com trocadilhos terríveis.



Duas de suas obras tiveram suas artes de capa a serviço de Peter Andrew Jones.
Para King Kobold, PAJ se inova trocando o espaço pelo alto mar, colocando um navio futurista em uma situação de perigo (maremoto), demonstrando que nem mesmo a alta tecnologia pode superar a força da natureza, que mesmo que previsível permanece constante ao longo das eras. Isso faz sua arte de capa ser coerente ao enredo do livro. A estória de King Kobold se passa no século XXXI, em Gramarye - um planeta onde as pessoas vivem no estilo britânico medieval, porém ainda perseguindo bruxas e feiticeiros.




Já na arte de capa de The Warlock in Spite of Himself o leitor se comporta como um possível ajudante da vítima ajoelhada e seu iminente confronto com o ogro sedento por sangue (a considerar o líquido que transborda de sua boca ameaçadora). A metáfora do gigante brutamontes que representa o perigo aqui não chega a ser um clichê, pois ele vai além disso: Rod (o protagonista da narrativa) precisa lidar não só com luta, mas também fuga, traição, política e muitas outras surpresas nocivas e fulminantes, que juntas podem até ser maiores do que o monstro verde, centralizado na pintura. Apesar de não estar em pé, empunha a arma com convicção e encara seu obstáculo de igual para igual – como se seu inimigo não tivesse vantagem alguma sobre si. O escudo atrás de seu corpo parecia ser mera precaução, mas seu braço esquerdo tenta alcançá-lo enquanto o gigante se aproxima, demonstrando que, apesar da confiança no confronto, todo cuidado é pouco para um páreo duro como esse.
Que lição tiramos disso? Maremotos de distrações ou corpulentas burocracias não são capazes de parar nosso querido artista.









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